Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os aliados, Ezio se tornará uma força de mudança, lutando por liberdade e justiça. Para os inimigos, ele se tornará uma ameaça, dedicado de corpo e alma à destruição dos tiranos que oprimem o povo italiano. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração. Embarque nessa aventura cheia de mistérios e lutas pelo poder, e faça parte também de Assassin's Creed.Antes de mais nada, irei falar um pouquinho da história do livro Assassin's Creed:
A história do livro se passa na conturbada Itália Renascentista. O ano é 1476, em Florença, onde somos apresentados ao jovem Ezio, filho de Giovane e Maria Auditore, irmão de Federico, Cláudia e Petruccio. Ezio e Federico são boêmios apaixonados por diversão, aventuras, mulheres e brigas.
O grande inimigo do adolescente é Vieri de'Pazzi, filho de um importante dignatário florentino, envolvido com a Igreja. Porém as brigas de rua travadas pelos partidários de Ezio e Vieri irão se estender para além das fronteiras de Florença, acarretando implicações políticas e religiosas que envolverão as duas famílias numa trama conspiratória de ódio, vingança e poder, cujo sangue derramado se espalhará por Veneza e chegará às portas do Vaticano. Forças ocultas estão em curso, articuladas por homens entremeados no poder temporal e religioso da época, visando o domínio do mundo conhecido. Entre eles, os templários.
Ezio se tornará um Assassino, para vingar a honra de sua família e desbaratar essa conspiração, vingando-se daqueles que fizeram trilhar por este caminho.
Resumidamente, esse é o cerne de Assassin's Creed, livro homônimo do jogo lançado pelaUbisoft. Para quem gosta de videogame, esta é uma boa oportunidade: ler o livro e jogar o game.Sem dúvida alguma, é diversão garantida.
A capa do livro é bem fiel ao game e, principalmente, retrata com perfeição o contexto do livro. Ficou bem chamativa, com as letras do título destacadas em relevo. Excelente trabalho gráfico(nota 10 para a Galera Record).
Quanto a originalidade do livro, essa fica por conta do autor que conseguiu transpor para o papel o contexto narrativo do videogame, cujo estilo esta bem focado na ação e na aventura (eu pesquisei, ok? rsrsrs) numa narrativa jovem, de linguagem moderna, fluente, que privilegia a figura de Ezio Auditore no papel de Assassino, fazendo gravitar ao seu redor diversos personagens dos mais variados tipos e performances. Dentre os muitos que o autor utiliza para enriquecer a trama (confira a lista de personagens no final do livro, na pág. 365), tenho que mencionar as figuras de Leonardo DaVinci, Maquiavel, entre outros personagens históricos. E este foi um fator interessante do qual o autor se valeu pra dar todo um estilo próprio para este livro. Os personagens e elementos históricos, misturados com a ficção e toda a ação do livro, deram todo um "charme" para a história. E por falar nisso, Bowden também soube adaptar a época e os costumes renascentistas muito bem. Isso sem falar na rivalidade que havia, naquela época, entre as cidades de Florença e Veneza.
E por falar em personagens, fica difícil não se simpatizar com Ezio Auditore. Ele é osso duro de roer, destemido e persistente, o tipico um rebelde (uma versão renascentista de James Bond e Bruce Willis, rsrs). As armas que ele utiliza são bem interessantes, também. Claro que Leonardo DaVinci tem uma participação importante, pois, sem ele, Ezio "Assassin" Auditore não passaria de um simples assassino. O fato é que DaVinci era um gênio, e Oliver Bowden, soube explorar essa genialidade em seu livro.
Mas não é só de assassinatos que vive Ezio. Ele também conhecerá o amargo da paixão impossível, antes e após ser celebrado herói. Apesar do autor não se aprofundar "com paixão"neste aspecto. Também Assassin's Creed carece de um pouco de dramaticidade, em algumas situações de luta e de uma carente expectativa (tensão) antes que elas ocorram. Além disso, o ritmo do livro é rápido, mas em certos aspectos este se torna um lado negativo da obra, afinal alguns acontecimentos atropelam diálogos e um pouco da profundidade da história. Vilões existem aos montes no livro, porém não chegaram a impactar. São maus e merecem o fim que terão, mas não conseguem nos fazer torcer, com uma grande expectativa, pelo fim deles.
Em suma, Assassin's Creed não é perfeito, mas apesar de alguns contras, conta com uma narrativa intensa e cheia de ação e aventura do início ao fim, o que atinge em cheio, o gosto dos jovens leitores (tanto garotos, quanto garotas que gostam do estilo ou do jogo), além de contar com cenas cinematográficas e muito bem boladas. Este é um ótimo livro pra quem adora o gênero.